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Tesouros de Rosh Hashaná

Iniciamos o mês de Elul, o último de 5768, quando nos preparamos para Rosh Hashaná 5769, mais um ano, de acordo com o calendário judaico. Várias contagens regressivas são disparadas...

Como preparação para 5769, apresento a vocês alguns pequenos textos sobre Rosh Hashaná. boa leitura!

Pequenos tesouros para Rosh Hashaná

 

Rosh Hashaná realmente é o aniversário do mundo?

Vejamos as letras hebraicas da primeira palavra da Torá, בראשית , Bereshit. Se recombinarmos as letras, teremos "Alef Betishrei", o primeiro dia de Rosh Hashaná.

Mas existe um midrash segundo o qual o mundo foi criado no dia 25 de Elul. Assim o 6º dia da Criação, quando Deus criou o ser humano, caiu em 1º de Tishrê. Isto significa que Rosh Hashaná é o aniversário não da criação do mundo, mas da criação do ser humano! Para alguns pode ser um pensamento agradável, para outros, um tanto egocêntrico.

***

Este Rosh Hashaná e Iom Kipur caem em qual signo do zodíaco?

Normalmente, o período de 1 a 10 de Tishrê cai dentro do signo de Libra, representado por uma ...  balança! Coincidência ou não, este é justamente o período do ano em que “fechamos para balanço”, refletimos sobre nossas ações ao longo do ano, assim como os dias em que a combinação entre nossas ações e o nosso arrependimento sincero pelas más ações será levado em conta no Tribunal Celeste. A busca no período é por justiça, reequilíbrio, perdão, leveza.

***

Quando não temos palavras para expressar a nossa dor e a nossa culpa, o que fazemos?

Ao escutarmos os toques do shofar, somos inspirados a nos conectar com Deus em uma oração direta, sem nenhuma intermediação, nem das palavras.  Há certas coisas que conseguimos expressar verbalmente, outras só ousamos pensar e sentir, mas não dizer. Há certas coisas, porém, que nos fazem chorar e nem sabemos o que é, mas queremos contá-las, precisamos contá-las para Deus. O shofar é o instrumento apropriado para isso. O toque de Tekiá representa um gemido profundo, doído. O toque de Teruá é como soluços de quem está chorando, mas ainda com um certo controle. Mas os toques de Shevarim soam como soluços e gemidos quebrados, sem controle, sofridos. Ao levarmos a Deus as nossas orações sem palavras, através destes choros, soluços e gemidos, podemos nos sentir consolados e abraçados por anjos que nos deixam um calor de proximidade a Deus - justamente no momento em que mais precisamos estar junto Dele.

A propósito, de acordo com alguns sábios o shofar é curvado, como símbolo das pessoas que se curvam diante daqueles a quem feriram, e diante de Deus - em sinal de arrependimento e de humildade.

***

Você acha as prédicas dos nossos rabinos muito longas?

Isso é porque você não viveu na época em que os judeus viviam em shteiteles, aquelas cidadezinhas na Europa. Em muitos deles, um dos momentos mais solenes era o discurso do rabino no Shabat Shuvá, o Shabat do Arrependimento, entre Rosh Hashaná e Iom Kipur. O rabino podia ficar horas e horas discursando, e normalmente boa parte do discurso era uma sonora repreensão aos congregantes, a fim de sensibilizá-los a se arrependerem dos seus pecados ao longo do ano. Naquela época o rabino fazia suas prédicas duas vezes ao ano: em Pessach e no Shabat Shuvá. Podemos imaginar que pode ter sido uma sugestão da comissão de culto da época pedir ao rabino para realizar mais prédicas ao longo do ano, e mais curtas... quem sabe?

***

Você pede perdão? Que bom. Mas você também é capaz de perdoar? De verdade?

Se alguém vier até você antes de Iom Kipur ou ainda durante Iom Kipur e pedir desculpas por alguma coisa que ela acredita ter feito contra você, aceite sem pestanejar. É a sua grande chance de fazer as pazes e aliviar o peso dos rancores do passado. Eles não precisam fazer parte da sua bagagem na  Balança Celeste neste dia

E não espere muito tempo para perdoar ou para pedir perdão. Nunca se sabe se haverá outra oportunidade. Pense nisso.

***

Shaná Tová, que todos nós sejamos inscritos para o ano de 5769.

Gmar Chatimá Tová, que em Iom Kipur Deus confirme a inscrição de nossos nomes no Livro da Vida.

E bashaná habaá Birushaláim, venham ano que vêm para Jerusalém. Eu estarei lá, como um posto avançado da CIP, pronto para recebê-los de braços abertos!

Uri Lam

Que reinicia seus estudos rabínicos em Jerusalém, logo após as Grandes Festas.

 

Postado por Uri às 16h46
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Mudanças por aí

Queridos amigos que visitam o meu blog, em breve apresentarei meu novo blog, com novas seções, novas características, novo nome. Novos tempos...

Está sendo preparado com muito carinho.

enquanto isso, sugiro que entrem no site www.judaismoprogressista.org onde publiquei a tradução de duas posições do movimento judaico reformista/progressista que entendo serem da maior importância.

Boa leitura e shabat shalom.

Postado por Uri às 08h13
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Por que eu sou judeu? Edmond Fleg (1927)

fonte da imagem: http://www.guysen.com/

 

No sidur Mishkan Tefillah, do movimento reformista, podemos encontrar este poema no serviço religioso de shacharit de Shabat, ao lado das bênçãos da manhã.

Tradução: Uri Lam

 

EU SOU JUDEU PORQUE

a convicção religiosa de Israel não exige nenhuma abdicação de minha mente.

Eu sou judeu porque

a convicção religiosa de Israel exige toda a devoção de meu coração.

Eu sou judeu porque

em todo lugar onde o sofrimento lamenta, o judeu lamenta.

Eu sou judeu porque

toda vez que o desespero grita, o judeu mantém a esperança.

Eu sou judeu porque

a palavra de Israel é a mais antiga e a mais recente.

Eu sou judeu porque

A promessa de Israel é a promessa universal.

Eu sou judeu porque

para Israel, o mundo não está completo; nós o estamos completando.

Eu sou judeu porque

para Israel, a humanidade não é criada; nós a estamos criando.

Eu sou judeu porque

Israel coloca a humanidade e sua unidade

acima das nações e acima da própria Israel.

Eu sou judeu porque

Acima da humanidade, imagem da Unidade divina,

Israel coloca a unidade, que é divina.

(Edmond Fleg, 1927)

Postado por Uri às 16h14
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Olimpíadas Munique 1972: 11 atletas israelenses mortos, há 36 anos

Após onze dias de confraternização,  os jogos olímpicos de Munique 1972 produziam marcas fantásticas, como as do nadador Mark Spitz, vencedor de sete medalhas de ouro e que estabelecee sete recordes mundiais. Só agora, em 2008, ele poderá ser superado pelo nadador Michael Phelps, que tenta 8 medalhas de ouro. 36 anos depois.

Mas na manhã de 5 de setembro de 1972, oito terroristas palestinos invadiram a vila olímpica, tomaram competidores da equipe olímpica israelense por reféns e assassinaram 11 deles.

Os Jogos Olímpicos foram suspensos por 24 horas, com uma cerimônia religiosa oficiada em memória dos atletas assassinados. As bandeiras de todos os países foram hasteadas a meio pau, em sinal de luto. Há 36 anos. E os jogos continuaram.

 

Que as almas destes atletas estejam descansando na corrente da vida eterna, entre todos os seus irmãos do povo de Israel.

Que a lembrança de suas memórias seja uma bênção. Zichronám livrachá.

 

 

Postado por Uri às 16h47
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The Longing Forgotten - Os judeus esquecidos da América do Sul

Em épocas em que os bnei anussim/marranos buscam reconhecimento, enquanto grupos messiânicos se passam por anussim e ludibriam pessoas esclarecidas, movimentos judaicos ortodoxos, conservadores e reformistas atuam, cada um ao seu modo, junto a famílias de anussim, em um delicado movimento para reconhecê-los como parte do nosso povo e ao mesmo tempo não ferir sentimentos e levar à plena integração e normalização das relações dentro do povo judeu como um todo. Um destes esforços está documentado em “Os judeus esquecidos da América do Sul”, de Gabriela Bohm.

Trata-se de um polêmico retrato de descendentes de judeus da Península Ibérica que foram convertidos à força pela Inquisição e, passadas várias gerações, redescobrem sua origem e desejam se “reconverter” ao judaísmo. Rechaçados pelas comunidades judaicas das cidades onde moram, na Colômbia e no Equador, encontram pela Internet um rabino reformista paulistano, Jacques Cukierkorn, hoje radicado nos EUA, que os auxilia na conversão. As pesquisas históricas que lastrearam o documentário tiveram a participação de vários estudiosos do tema, entre eles Anita Novinsky, professora associada do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP); Mário Cohen, professor e diretor do Centro de Cultura Sefaradita de Buenos Aires, e Ellis Rivkin, professor emérito do Jewish History Union College, em Ohio, Cincinati.
O documentário foi premiado no Festival de Cinema Judaico de Nova York (2007) e no Festival de Santa Fé (Novo México/2007). Foi exibido em diversos festivais de cinema judaico, entre eles os de São Francisco, Los Angeles, Toronto e Vancouver e também no Cine Las Americas, em Austin, Texas. Será exibido no dia 24 de agosto, no "IV Festival de Cinema Judaico do Rio de Janeiro", e nos dias 07 e 08 de agosto durante o “Festival de Cinema Judaico” de São Paulo. Farei de tudo para estar presente, durante o Festival de Cinema Judaico em São Paulo.

Diversos esforços são feitos por rabinos e líderes religiosos dos diversos movimentos judaicos em favor do reconhecimento de comunidades judaicas no Brasil, seja em Pernambuco, pelo movimento ortodoxo Shavei Israel, seja em outros lugares do Brasil, por voluntários ligados a comunidades judaicas liberais, seja em toda a América Latina, pelo rabino Jacques, reformista; para não falar em Uganda, onde foi recém-criada uma yeshivá conservadora junto aos judeus abayudayas, e na Polônia, onde chabadnikim, rabinos da Shavei e do movimento reformista se esforçam por trazer jovens poloneses de volta às suas raízes judaicas. Pena que façam tudo em separado. Que bom que o fazem.

O rabino Jacques Cukierkorn costuma dizer que é grato à sua comunidade em Kansas city por lhe dar espaço para cumprir seu papel junto a anussim por toda a América Latina. Col hacavod, e que mais rabinos reformistas sigam o exemplo.

Postado por Uri às 08h33
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Viva o Bom Senso: Rabinos conservadores e reformistas estudam juntos.

Enquanto na América Latina alguns insistem em separar comunidades e rabinos conservadores dos reformistas, com medo de serem confundidos com os últimos, em outros lugares do mundo rabinos conservadores e reformistas se unem para estudar juntos.
Quem está na contramão da história?
 
link em inglês: Alliance of Jewish Outreach Professionals
As escolas rabínicas reformista e conservativa irão trabalhar em um novo sistema educaional combinado que irá focar em três areas:
1) Demografica e tendências comunitárias judaicas.
2) Gestão e liderança organizacional.
3) Inclusão, com ênfase nos casamentos inter-religiosos.

Impressionante que os rabinos possam ser educados sobre tendências comunitárias judaicas e demografia!
Além disso, a oportunidade de estudarem juntos sobre como abordar a inclusão de casais de casamentos mistos na vida congregacional é fantástico. Isto oferecerá um rico diálogo e intercâmbio de informações.

Há alguns anos, Esther Perel foi levada a passar um fim de semana dando aulas com rabinos da regiã ode Bay Area. Foi uma grande experiência para eles. Um rabino conservador me contou que o diálogo entre os rabinos transformou a sua compreensão a respeito de seus colegas reformistas. Ele pôde compreender a luta deles com as leis e limites judaicos como nunca havia feito antes. É uma via de mão dupla. Rabinos reformistas também têm a oportunidade de compreendeir o caminho dos rabinos conservadores a fim de encontrar um lugar de conforto para cada um de seus queridos congregantes. cada movimento irá encontrar  o quanto eles têm em comum (isso mesmo, você leu corretamente - o quanto conservadores e reformistas têm em comum).

O local de estudos irá se chamar Schusterman Rabbinical Fellowship.

artigo no link do JTA:
Quem sabe um dia nós, muchachos latinoamericanos sem dinheiro no bolso, aprendamos algo a respeito!
 
Até por que, enquanto nos digladiamos, alguns rabinos ortodoxos gritam em alto e bom tom, em pleno cemitério, em um momento de tristeza e dor, diante de uma multidão de amigos e parentes de enlutados, hoje pela manhã no cemitério israelita do Butantã: "Não à Reforma!" (e para eles, conservadores e reformistas são todos reformistas, e não há nada que se possa fazer a respeito).
Qual resposta se dará a este tipo de atitude, para mim, lamentável? Vamos nos unir e estudar juntos, apesar das nossas diferenças? Ou vamos nos dividir e nos afastar, enfraquecendo ainda mais o judaísmo que se pretende moderno e pluralista?
A resposta será dada nos próximos anos, dependendo das decisões que assumirmos hoje.
A minha posição particular é: Sim ao judaísmo reformista, Sim ao judaísmo conservador, sim ao judaísmo reconstrucionista, sim ao judaísmo humanista. E sim também ao judaísmo ortodoxo, como uma entre as diversas leituras possíveis da herança judaica.
 
 
 

Postado por Uri às 14h06
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Fazer a diferença respeitando as diferenças no fazer

Uma conferência onde as diferenças foram valorizadas e aproximadas.

Um povo judeu, inúmeras expressões judaicas, múltiplas instituições.

Todos com o mesmo objetivo: garantir a presença do povo judeu por meio de uma visão dinâmica de nossas tradições, sem receio de intercambiar experiências, sucessos e fracassos.

É pela troca de informações que seremos capazes de manter o povo judeu unido.

É na troca de informações que alertaremos nossos correligionários sobre as novas caras das ameaças ao povo judeu: o fervor religioso dos missionários que insistem em nos fazer crer em uma divindade ou messias que até pode ter sido judeu, mas não é judaico; e que não abrem mão de qualquer estratégia na busca da satisfação deste desejo. A ameaça da assimilação, do imobilismo, do antisemitismo travestido de antisionismo, da divisão comunitária por motivos menores. É na troca de informações e na abertura à autocrítica, por ahavat Israel, que venceremos estas ameaças e fortaleceremos o povo judeu.

É na troca de informações que reconhecemos nossas diferenças e aprendemos a conviver com elas.

É na troca de informações que reconhecemos que nossas semelhanças são em maior número do que imaginávamos, e nos beneficiamos desta familiaridade, sem nos confundirmos uns com os outros.

Enfim, como foi bom e agradável todos nós termos nos reunido, como um só povo, nas areias de Copacabana.

Agora é arregaçar as mangas não para a próxima conferência, mas para dois anos de trabalhos em prol desta maneira de vivenciar o judaísmo. Este é só o início e há muito, muito mesmo, por fazer.

Shavua tov, uma ótima semana.

 

Postado por Uri às 17h12
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SHABAT SHALOM, A GUITE SHABES

Desejo

Um shabat com muita paz, cercados da família, amigos, da sua comunidade.

Um shabat em que estejamos em paz com quem nos é muito querido.

Um shabat em que possíveis diferenças sejam amenizadas e resolvidas,

com harmonia, e paz.

Um shabat com cavaná. Um shabat com idishkeit.

Um shabat com valores judaicos, e por judaicos entende-se... ju-dai-cos.

Que traga não apenas descanso para o corpo,

e descanso para o espírito,

mas descanso para o pensamento,

e paz de consciência, de que este será

mais um shabat com espírito judaico, com valores judaicos.

um shabat com shalom.

até a próxima semana,

Uri

 

Postado por Uri às 18h20
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Bialik+Rena: Uma Nova Escola Judaica

Após anos de discussão, é divulgado pela FISESP o sonho de uma nova escola judaica em São Paulo, fortalecida pelas famílias, pelo histórico, pelos professores, pais e alunos de dois colégios que fazem a história da coletividade judaica paulistana: Renascença e Bialik.

Unidos, Rena e Bialik formarão jovens com vigorosa formação e identificação judaica e sionista, capazes de levar a comunidade adiante e fortes o suficiente para enfrentarem a assimilação, o assédio de grupos missionários e o anti-semitismo.

Enquanto alguns teimam em dividir esforços, a união de forças no campo da educação judaica me parece promissor. Não é fácil sentar juntos, mas o todo pode se tornar maior e mais gratificante do que a soma das partes.

Vamos lá, vai valer a pena!

abraços,

Uri

 

Postado por Uri às 21h20
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Rena-Bialik: A Nova Escola Judaica

     
Às famílias, professores, dirigentes e funcionários do Rena e Bialik.
tenho certeza de que esta não é uma decisão fácil. Ambas as escolas têm cada uma a sua história, que certamente serão preservadas. Devem pairar dúvidas,m desconfortos, insatisfações. Além do que, ambas são duas grandes escolas, que já passaram por momentos mais tranquios e mais difíceis.
 
No Rena estudaram minha avó, minha mãe, meus irmãos, meus primos e eu. E assim foi com inúmeras famílias da nossa comunidade, no Rena e no Bialik. O compromisso de uma escola de qualidade, com forte conteúdo judaico - religioso, cultural, social, artístico, ético, "um traço de união entre dois povos" - sem descuidar nem da formação laica, nem da formação judaica, é um desafio enorme para a FISESP, para os profissionais de ambas as escolas, para pais e alunos.
 
Torço muito para que o projeto seja um enorme sucesso, e que seja amplamente apoiado por nossa comunidade, matriculando seus filhos, mantendo-os na nova escola judaica, discutindo, somando, buscando soluções criativas. Um dia, se Deus quiser, quando eu tiver meus filhos, não quero pensar duas vezes em matriculá-los na nova escola e serei um defensor do ensino em escolas judaicas com a visão do Rena e do Bialik.
 
A fusão de escolas é uma realidade em diversos lugares do mundo. Aliás, judaicas e não-judaicas. Não significa o fracasso de um projeto, mas o início de um novo ciclo para um novo contexto histórico. Com a ajuda de Deus, e se todos nós apoiarmos, será um ciclo virtuoso para a formação de jovens judeus com uma forte identidade judaica, sionista e humanista.
 
Prof. Gerson, não fui aluno do Bialik, mas ainda assim sou grato por seus 16 anos de dedicação. Todá! Prof. João Carlos Martins, muito sucesso neste novo desafio, você tem uma enorme responsabilidade nas mãos: o modo como estará configurada a nossa comunidade judaica paulista nos próximos anos e décadas depende um tanto das decisões tomadas hoje. E ainda aposto em um ishuv com boa identidade judaica, sionista e plural, em que todos os judeus, nascidos judeus ou judeus por opção, sejam respeitados.
 
Behatslachá, força e coragem a todos, e contem conosco, seus ex-alunos
 
Uri Lam

Postado por Uri às 21h09
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